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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Hotel Fuck e O Mapa_ entre os Melhores do Ano


Hotel Fuck recebeu 10 Indicações, incluindo Melhor Espetáculo, Melhor Direção e Melhor Dramaturgia.

Ontem a noite, 05 de Dezembro, foi divulgada a lista dos indicados a melhores de 2011 nas artes cênicas produzidas aqui em Porto Alegre. O Prêmio Açorianos de Teatro e Dança, que  todos os anos reconhece as produções locais que mais se destacaram durante a temporada teatral, trouxe nesta edição ótimas notícias não apenas para mim, mas também para os que me acompanham no desafio de criar novas histórias e experimentar diferentes formas de contá-las: como já era esperado, a saga Hotel Fuck - Num Dia Quente A Maionese Pode Te Matar, peça em 3 episódios escrita por mim e esplendorosamente dirigida por Jezebel de Carli, desponta desde já como a favorita com 10 indicações ao prêmio, incluindo Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Dramaturgia, Melhor Atriz (Larissa Sanguiné) e Melhor Ator (Denis Gosh), Melhor Atriz Coadjuvante (Gabriela Greco) e Melhor Ator Coadjuvante (Jeffie Lopes). A montagem, aliás, já havia recebido em Setembro o Prêmio Braskem Em Cena de Melhor Ator para Gosh, e recentemente venceu o Prêmio Myriam Muniz com um projeto de circulação que prevê para 2012 apresentações em 4 cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. 


Francine Kliemann e o elenco de O Mapa_
Porém, como se não bastasse a emoção de ver uma das peças que mais tenho orgulho de ter escrito sendo amplamente reconhecida, uma agradável supresa surgiu na lista dos indicados: O Mapa_, grandioso espetáculo do grupo Teatro Geográfico, cuja dramatugia foi criada por mim em parceria com a diretora Tatiana Vinhais (numa adaptação extremamente ousada de um dos meus livros favoritos, O Céu Que Nos Protege, que põe o público a circular por corredores de prédios enormes seguindo dois caminhos distintos), ficou logo atrás, com nada menos do que 9 indicações, incluindo Melhor Espetáculo, Melhor Dramaturgia, Melhor Atriz (duas indicações, aliás, para as duas protagonistas, interpretadas por Francine Kliemann e Manoela Wunderlich) e Melhor Ator Coadjuvante (Pablo Damian), entre outros prêmios técnicos. 

Larissa Sanguiné, em Hotel Fuck
Juntos, esses dois trabalhos – aos quais me dediquei durante o ano de 2010 e que felizmente permaneceram em cena durante todo 2011 – somam o total de 19 indicações! Portanto, aproveito esse espaço para parabenizar os atores, artistas e técnicos que se dedicaram incansavelmente para dar ao publico de nossa cidade esses belíssimos exemplares do teatro de qualidade que vem sendo produzido aqui no Rio Grande do Sul e que vem despontando cada vez mais para o resto do Brasil.

 
Gabriela Greco, em Hotel Fuck
Pra encerrar, gostaria de lembrar que desde que a categoria de Melhor Dramaturgia foi instituída em 2006, esta é a 4ª vez que sou indicado a esse prêmio, porém pela primeira vez concorro com duas peças ao mesmo tempo. Além disso, gostaria de lembrar a todos que num ano com tantos bons espetáculos que estiveram em cartaz (e também com algumas situações isoladas – e por vezes desestimulantes), é um alívio perceber que o meu trabalho vai seguindo no caminho certo, visto que – mais do que as premiações e as críticas favoráveis – o próprio público tem se manifestado de maneira extremamente carinhosa e entusiasmada frente a essas peças que levamos até eles. Por isso, fica aqui o meu agradecimento a esses anônimos  – os espectadores de teatro dessa cidade – que são parte fundamental daquilo que fazemos todos os dias durante o ano inteiro. Obrigado a todos.
 
Abaixo, a lista dos indicados ao Prêmio Açorianos de Teatro. Confira a lista completa dos indicados em dança e teatro infantil clicando AQUI:


O Mapa_ recebeu 9 indicações, incluindo Melhor Espetáculo, Melhor Dramaturgia, Melhor Atriz e Melhor Ator Coadjuvante.


Prêmio Açorianos de Teatro 2011:

ESPETÁCULO

> A Mulher Sem Pecado
> A Tecelã
> Hotel Fuck – Num Dia Quente a Maionese pode te Matar
> O Mapa_
> O Fantástico Circo-teatro de um Homem Só


DIREÇÃO

> Caco Coelho e Beto Russo (A Mulher Sem Pecado)
> Daniel Colin (Breves Entrevistas com Homens Hediondos)
> Jezebel de Carli (Hotel Fuck – Num Dia Quente a Maionese pode te Matar)
> Patrícia Fagundes (O Fantástico Circo-teatro de um Homem Só)
> Paulo Balardim (A Tecelã)


DRAMATURGIA

> Daniel Colin e Felipe Vieira de Galisteo (Breves Entrevistas com Homens Hediondos)
> Diones Camargo (Hotel Fuck – Num Dia Quente a Maionese pode te Matar)
> Patrícia Fagundes e Heinz Limaverde (O Fantástico Circo-teatro de um Homem Só)
> Paulo Balardim (A Tecelã)
> Diones Camargo e Tatiana Vinhais (O Mapa_)

ATRIZ

> Claudia Lewis (A Bilha Quebrada)
> Francine Kliemann (O Mapa_)
> Larissa Sanguiné (Hotel Fuck – Num Dia Quente a Maionese Pode te Matar)
> Manoela Wunderlich (O Mapa_)
> Vanessa Garcia (A Mulher Sem Pecado)


ATOR

> Daniel Colin (Breves Entrevistas com Homens Hediondos)
> Denis Gosch (Hotel Fuck – Num Dia Quente a Maionese pode te Matar)
> Heinz Limaverde (O Fantástico Circo-teatro de um Homem Só)
> Luis Franke (A Bilha Quebrada)
> Rossendo Rodrigues (Breves Entrevistas com Homens Hediondos)


ATRIZ COADJUVANTE

> Ariane Guerra (Tartufo)
> Áurea Baptista (Mulheres Pessegueiro)
> Gabriela Greco (Hotel Fuck – Num Dia Quente a Maionese pode te Matar)
> Larissa Tavares (A Bilha Quebrada)
> Vika Schabbach (Ifigênia em Áulis + Agamenon)


ATOR COADJUVANTE

> Carlos Cunha Filho (Ifigênia em Áulis + Agamenon)
> Jeffie Lopes (Hotel Fuck – Num Dia Quente a Maionese Pode te Matar)
> Marcos Chaves (Tartufo)
> Mauro Soares (Ifigênia em Áulis + Agamenon)
> Pablo Damian (O Mapa_)


PRODUÇÃO

> Carolina Garcia (A Tecelã)
> Francine Kliemann e Pablo Damian (O Mapa_)
> Jezebel de Carli (Hotel Fuck – Num Dia Quente a Maionese Pode te Matar)
> Luciano Mallmann e Manu Menezes (A Mulher Sem Pecado)
> Rochele Beatriz e Priscilla Colombi (O Fantástico Circo-teatro de um Homem Só)


TRILHA SONORA


> Edu Santos e Edo Portugal (A Mulher Sem Pecado)
> Marcos Chaves (Tartufo)
> Nico Nicolaiewsky (A Tecelã)
> Ricardo Pavão (Descrição de uma Imagem)
> Simone Rasslan (O Fantástico Circo-teatro de um Homem Só)


ILUMINAÇÃO

> Bathista Freire e Daniel Fetter (A Tecelã)
> Bathista Freire (Descrição de uma Imagem)
> Fabrício Simões e Leandro Gass (A Mulher Sem Pecado)
> Lucca Simas e Patrícia Fagundes (O Fantástico Circo-teatro de um Homem Só)
> Teatro Geográfico (O Mapa_)


CENOGRAFIA

> Vicente Saldanha (A Mulher Sem Pecado)
> Cia. Caixa do Elefante, Alice Ribeiro e Rita Spier (A Tecelã)
> Juliano Rossi (Hotel Fuck – Num Dia Quente a Maionese Pode te Matar)
> Juliano Rossi (O Fantástico Circo-teatro de um Homem Só)
> Teatro Geográfico (O Mapa_)

FIGURINO

> Daniel Lion (O Fantástico Circo-teatro de um Homem Só)
> Fabrízio Rodrigues (Hotel Fuck – Num Dia Quente a Maionese Pode te Matar)
> Letícia Pinheiro, Isadora Fantin e Greta Assis (O Mapa_)
> Margarida Rache, Rita Spier e grupo (A Tecelã)
> Rô Cortinhas (A Bilha Quebrada)


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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Retrospectiva 2011

Não há como evitar: entramos na reta final de 2011 e como sempre acontece nessa época do ano é chegada a hora de fazer um balanço das coisas boas que aconteceram nos últimos 12 meses. No que cabe a mim, lembrarei sempre que este foi um período em que – além do fato de ter completado 5 anos desde a estreia da minha primeira peça, Andy/Edie – tive nada menos do que outros 5 espetáculos em cartaz na cidade (3 com textos de minha autoria; outros 2 adaptações de renomadas obras da literatura mundial com dramaturgia assinada por mim). Alguns desses trabalhos viajaram pelo Brasil, enquanto outros foram apresentados em temporadas e festivais aqui mesmo no RS – para se ter uma ideia, apenas no 18º Porto Alegre em Cena havia 3 peças minhas na grade da programação. Algumas dessas peças ganharam prêmios, outras receberam ótimas críticas, e outras ainda tiveram consecutivas lotações esgotas. Pra quem não sabe/não se lembra de quais espetáculos estou me referindo, aí vai a lista com os respectivos títulos: Peru, NY, Nove Mentiras Sobre a Verdade, Hotel Fuck, O Mapa_, e o experimento Órfão (baseado em O Tempo Sem Ponteiros).

Obviamente, me sinto muito honrado em ver o meu trabalho se espalhando cada vez mais pelos mais diferentes cantos do país – e muito feliz em saber que esse desbravamento continuará em 2012! E, como não poderia deixar de ser, chegou a hora de fazer uma breve retrospectiva. Para isso, listarei abaixo cada uma das montagens que estiveram presentes em 2011, com suas respectivas fotos e trechos de críticas publicadas na imprensa e em blogues por aí. Obrigado a todos os artistas e profissionais que fizeram desse mais um ano produtivo não apenas pra mim, mas também para a dramaturgia gaúcha em geral. E obrigado ao público, que tem acompanhado o meu trabalho e dado a ele – na medida do possível – o devido reconhecimento a que tanto venho me dedicando.

Obrigado.


1 - PERU, NY 


Direção: Tatiana Vinhais e Ian Ramil
Dramaturgia: Diones Camargo e Grupo
(livremente inspirado no livro Peru, de Gordon Lish, e no filme Synecdoche, NY, de Charlie Kaufman). 
  

"Peru, NY é um dos espetáculos mais interessantes do ano (...) Como as grandes obras, a forma age em prol do conteúdo. (...) Excelente interpretação de Sofia Ferreira (...) O mesmo para Francine Kliemann (...)”.

Rodrigo Monteiro, no blog Teatropoa;



2 - O MAPA_


Direção: Tatiana Vinhais
Dramaturgia: Diones Camargo e Tatiana Vinhais
(livremente inspirado no livro O Céu Que Nos Protege, de Paul Bowles)
Realização: Cia. Teatro Geográfico


"Uma das melhores peças do ano (...) interpretações antológicas, tanto quanto a encenação (...) Tatiana Vinhais se configura como a grande diretora do momento com uma concepção definida, cristalina, intensa (...) E compõe a dupla criativa com Diones Camargo que como o dramaturgo encontra um viés espetacular na narrativa fragmentada. (...) O elenco equilibrado e uma verdadeira operação de guerra põe em movimento de luz, som e ação para que a mesma história seja encenada simultaneamente, com grupos de espectadores se cruzando, encontrando e se separando ao longo da peça. Trabalho marcante que permanece na cabeça da gente, muito tempo depois da peça se encerrar numa coreografia apoteótica, apaixonada que se espalha pela avenida (literalmente) invertendo a ordem poética e tornando a cidade o palco do teatro."

Júlio Conte, psicanalista, dramaturgo e diretor, no blog Júlio Conte


 
3 - HOTEL FUCK


Texto: Diones Camargo
Direção: Jezebel de Carli
Realização: Santa Estação Cia de Teatro


"Criatividade, exigência técnica e cênica, mescla típica de temas e de perspectivas de abordagens típicas do pós-modernismo, em tudo fica evidente a ambição da diretora portoalegrense em relação ao trabalho, que mescla gêneros e tradições literárias, cinematográficas e teatrais, num resultado que é um verdadeiro transe teatral, graças ao Grupo Santa Estação Cia. de Teatro. Raras vezes, na cidade, se teve um trabalho tão cuidadoso e tão bem acabado. De novo, aqui, produção e elenco se equiparam quanto às responsabilidades, formando todos uma grande equipe, muito bem entrosada, sem o que o espetáculo seria impossível."

Antônio Hohlfeldt, crítico teatral e professor, no Jornal do Comércio;
 
 
 
4 - NOVE MENTIRAS SOBRE A VERDADE
   
 
Texto: Diones Camargo
Direção: Gilson Vargas
Concepção: Vanise Carneiro, Diones Camargo e Gilson Vargas
Realização: Teatro Líquido


"(...) 9 Mentiras Sobre a Verdade arranja-se bem nas inversões de expectativas. É teatro apropriando-se sutilmente da linguagem do cinema não para narrar em projeções, mas configurar imagens que as palavras dizem ou que os poucos adereços e objetos vintage deixam entrever no palco. (...) Está nas mãos da atriz que faz a atriz (e seus desdobramentos) conquistar a cumplicidade do público. E ela o faz sem ser pegajosa. Leva o espectador para dentro das histórias (...)Vanise Carneiro conduz sua Lara com lavas da objetividade na voz e nas marcações lúdicas. Domina bem o sentido de presença com ares performativos – aquilo que é e aquilo que parece ser, convidando o público para a mesma gangorra."


Valmir Santos, jornalista e crítico teatral, no blog Teatrojornal;



5 - EXPERIMENTO ÓRFÃO


Texto: Diones Camargo
Concepção: Sofia Ferreira, Diones Camargo, Ian Ramil e Isabel Ramil  


"(...) Um desacaramento! Pornografia emoldurada numa galeria de arte. Enfim: pornô para intelectuais."
 
Nora Bastos, presidente da Associação Porto Alegrense Pela Ordem, Moral e Bons Costumes, em e-mail pessoal enviado ao autor da peça e compartilhado com mais algumas pessoas. 




terça-feira, 5 de abril de 2011

Nove Mentiras - Circulação SESC/RS

Começa hoje, às 20h, em Passo Fundo, a turnê estadual da peça Nove Mentiras Sobre a Verdade, dentro do projeto Rio Grande no Palco- Circulação de Espetáculos SESC/RS. Ao longo das próximas semanas a peça será apresentada em 8 cidades do RS, sempre às 20h. Confira abaixo as datas e locais das apresentações: 05/04 - PASSO FUNDO - no Teatro Sesc (Av. Brasil, 30)


06/04 - IJUÍ - Teatro Sesc (R. Crisanto Leite, 202)

07/04 - SANTA ROSA - Teatro Sesc (R. Concórdia, 114)

09/04 - URUGUAIANA - Clube Comercial (R. 15 de Novembro, 1822)

10/04 - ALEGRETE - Centro Cultural - Praça Oswaldo Aranha, s/nº

12/04 - SANTA MARIA - Theatro Treze de Maio - Praça Saldanha Marinho, s/nº

14/04 - PELOTAS - Centro de Treinamento Tholl - R. Garibaldi, 630

28/04 - GRAVATAÍ - Teatro Sesc - R. Anápio Gomes, 1241


domingo, 13 de março de 2011

CRÍTICA Antônio Holhfeldt - Nove Mentiras


Excelente trabalho solo de uma boa atriz


Embora as inúmeras reprises que se sucedem anos a fio, em relação a espetáculos que têm alcançado sucesso de público, o Porto Verão Alegre desta temporada tem propiciado algumas estreias e algumas reprises de trabalhos que, estreados na temporada passada, nem sempre puderam ser assistidos por todos os interessados, alguns deles inclusive premiados, como 9 Mentiras Sobre a Verdade, que propiciou o Prêmio Açorianos de Teatro Adulto de Melhor Atriz a Vanise Carneiro.

De fato, o espetáculo solo de Vanise Carneiro, que também é coprodutora do trabalho (o que evidencia sua confiança nas potencialidades do mesmo), é um bom momento de se observar a correta construção de uma personagem em cena, a partir de um texto muito interessante de Diones Camargo, resultando numa encenação concebida pelo próprio autor, a atriz e o diretor Gilson Vargas. Uma mulher enfrenta problemas em casa e para ultrapassá-los, ou paralelamente a eles, desenvolve sua atividade de atriz, o que lhe permite experienciar diferentes personalidades.

A direção de Gilson Vargas é absolutamente segura e encontra boa resposta na interpretação da atriz. Assim, sucedem-se os momentos do espetáculo, sendo que de cada situação a personagem retira uma lição, que o título da obra antecipa como “mentira” sobre uma única verdade, a dificuldade da vida e o modo pelo qual estamos fadados a enfrentar suas adversidades.

No espaço da Sala Álvaro Moreyra, onde o espetáculo foi agora apresentado, a proximidade da atriz com o público certamente torna o seu trabalho ainda mais desafiador, sobretudo quando encontra uma plateia aparentemente refratária ao estabelecimento de uma interatividade com o espaço cênico. Assim mesmo, Vanise Carneiro desenvolve com convicção sua personagem, contando com uma boa iluminação de Fernando Ochôa, que marca as diferentes transições de clima e de situações. O espetáculo se complementa com uma boa utilização de imagens, sejam fotografias, sejam pequenos vídeos, que ilustram as diferentes situações vividas por Lara, a personagem.

Observa-se um texto bem construído, de quem está acostumado com a carpintaria teatral, do mesmo modo que uma composição de personagem segura e madura. Assim, o espetáculo decorre sempre bem marcado e pontuado, evidenciando as transições e os diferentes momentos, inclusive com as sutilezas criadas pelas tensões entre o que se diz e o que se faz ou o que se diz e o que se sente ou se é, verdadeiramente. Conheci Vanise Carneiro ainda quando ela era aluna do Departamento de Arte Dramática. Ela não costuma se preocupar com a quantidade de intervenções, mas escolhe com cuidado os textos que incorpora. Daí, inclusive, o fato de ela ser produtora deste trabalho, tendo acertado em cheio, pois lhe valeu, merecidamente, a premiação alcançada.

Sem grandes elucubrações, devolvendo-nos um teatro psicológico em que a emoção é o centro da ação dramática, 9 Mentiras sobre a verdade é um trabalho que prende a atenção e encanta pela qualidade geral e pelas particularidades que evidencia. Trata-se de um trabalho bem cuidado, este que o Teatro Líquido nos propicia, devendo cumprir novas temporadas ao longo deste novo ano, espero, para que possa ser conhecido por mais numerosa plateia. Contemporâneo e oportuno, 9 Mentiras sobre a Verdade é uma boa reflexão sobre a experiência da fragmentação da vida e das emoções com que a pós-modernidade nos desafia.

Antônio Holhfeldt - crítica publicada em 11 de Fevereiro de 2011 no Jornal do Comércio.





sábado, 12 de março de 2011

Oficina de Dramaturgia 2011 - Inscrições Abertas


Dramaturgia Líquida – Assimilação de Influências no Texto Teatral

Com Diones Camargo*

Voltada ao público em geral, esta oficina abordará os diferentes métodos de criação dramatúrgica, desde a escrita de cenas até a sua transposição para o palco. A partir da análise de peças teatrais e roteiros escritos para o cinema, serão comentados os principais elementos que estruturam e movem uma narrativa. Além disso, durante os encontros os alunos irão criar as suas próprias cenas e terão a oportunidade de experimentá-las com atores e diretores convidados, proporcionando assim uma visão mais abrangente do processo criativo na dramaturgia.


Conteúdo Programático:

- A escrita dramática: linguagem e códigos da representação;
- As possibilidades narrativas no teatro contemporâneo;
- Fragmentação e o tema unificador: análise do sentido da obra;
- Assimilação de influências criativas no texto autoral;
- A utilização das referências culturais na dramaturgia.


De 14 de Março a 30 de Maio de 2011 – Segundas, das 20h às 22h30h.


Investimento: 3x de R$ 180,00 (pagamentos em cheques pré-datados – 10% de desconto à vista).





* DIONES CAMARGO é dramaturgo, autor das peças Hotel Fuck, Nove Mentiras Sobre a Verdade, Andy / Edie (Prêmio Funarte de Dramaturgia 2005), Parque de Diversões, além das inéditas Elevador (Prêmio Funarte de Estímulo à Dramaturgia 2007), Peça Comercial e O Tempo Sem Ponteiros. É também dramaturgista dos espetáculos Peru, NY, Teresa e o Aquário (VIII Prêmio Palco Habitasul), O Mapa_Prédio 255 e Buarqueanas.




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