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quinta-feira, 28 de março de 2013

"9 Mentiras Sobre a Verdade" continua em cartaz em SP


Comédia que mistura realidade, ficção, teatro e cinema continua sua temporada no Teatro Commune, em São Paulo, até dia 19 de abril.


Dirigido pelo cineasta Gilson Vargas (Casa Afogada) e escrito pelo dramaturgo Diones Camargo (Hotel Fuck), o elogiado espetáculo da Cia. Teatro Líquido chega a São Paulo após uma intensa trajetória por festivais nacionais e internacionais. Com cerca de 1 hora de duração, 9 Mentiras Sobre a Verdade é um monólogo dinâmico, permeado pelo universo cinematográfico no qual vive a protagonista.




Lara, a personagem deste o solo, interpretada pela atriz Vanise Carneiro, é uma mulher perdida no limiar entre a realidade e ficção, cuja existência se encontra num momento decisivo onde a realidade intolerável parece ser sua única saída. Pelo seu desempenho sutil, numa atuação repleta de nuances que transita constantemente entre o cômico e o dramático, Vanise recebeu o Prêmio Açorianos de Melhor Atriz 2010, além de diversos elogios da crítica e  do público.




Todas as verdades do mundo estão ligadas a uma grande mentira.” Uma das tantas anotações mentais de Lara, provoca auto questionamento. 

Na peça, conhecemos Lara em sua primeira visita a um grupo de apoio a mentirosos compulsivos. A princípio timidamente, depois com desenvoltura, Lara confia ao público acontecimentos de sua vida atribulada, mostrando facetas distintas de uma mesma personalidade: protagonista? Figurante? Estrela de cinema? Dona de casa? Psicóloga? Espiã? Enquanto a trama se desenvolve, o público vai aos poucos conhecendo Lara ao mesmo tempo em que se torna seu cúmplice, muitas vezes se identificando com os pormenores de uma vida comum a todos.

No fim, só resta uma certeza: que todas as verdades do mundo, sejam elas reais ou inventadas, estão ligadas a uma única grande mentira. Mas qual mentira será é essa?




Para mais informações, visite o blog 
www.novementiras.blogspot.com 


O QUE JÁ DISSERAM SOBRE O ESPETÁCULO:


Vanise encontra um registro delicado de dissimulação da ansiedade, deixando escapar pelas frestas de seu discurso e de seus gestos a insegurança e o tormento interno da personagem.

Luciana Ramagnolli, jornalista e crítica teatral, para o site FENTEPP - Festival Nacional de Teatro Presidente Prudente


"O gênero do monólogo no teatro é lembrado muitas vezes por ter um texto pesado e talvez até maçante. Não é o caso dessa peça (...) A atriz Vanise Carneiro possui um magnetismo digno dos ícones da época de ouro do cinema americano. Ela cativa a imaginação do espectador do começo ao fim do espetáculo, com muita leveza e provocando risos e muita identificação entre o público."

Marco Vieira, jornalista e crítico teatro, especial para o site NE10


 “... é um trabalho que prende a atenção e encanta pela qualidade geral e pelas particularidades que evidencia (...) a partir de um texto muito interessante de Diones Camargo, resultando numa encenação concebida pelo próprio autor, a atriz e o diretor Gilson Vargas.

Antônio Hohlfeltd, crítico teatral, no Jornal do Comércio do Rio Grande do Sul


 “9 Mentiras Sobre a Verdade arranja-se bem nas inversões de expectativas. É teatro apropriando-se sutilmente da linguagem do cinema não para narrar em projeções, mas configurar imagens que as palavras dizem ou que os poucos adereços e objetos vintage deixam entrever no palco.

Valmir Santos, crítico e jornalista, no blog Telejornal 


"9 Mentiras" entre os selecionados pela Revista Bravo! (março/2013)


FICHA TÉCNICA 

Texto: Diones Camargo 
Direção: Gilson Vargas 
Elenco: Vanise Carneiro 
Iluminação: Fernando Ochôa 
Vídeos: Gabriela Bervian Cenário  
Figurino: Cia. Teatro Líquido 
Trilha Sonora Original: Gilson Vargas e Gabriela Bervian 

Contato com a Produção: teatroliquidocia@gmail.com 11- 994095831 – Lidia Paula Sahagoff




SERVIÇO:

O quê: “9 Mentiras Sobre a Verdade”
Onde: Teatro Commune
Endereço: Rua da Consolação, 1218 – Consolação / tel: (11) 3807-0792 - teatrocommune@commune.com.br
Quando: de 14 de março a 19 de abril, quintas e sextas, às 21H
Quanto: R$ 30,00 inteira e R$ 15,00 meia (Idosos, Estudantes, Classe Artística e Professores ou mediante apresentação do e-flyer acima)
Capacidade: 83 Lugares
Duração: 60 min



sábado, 2 de março de 2013

"9 Mentiras Sobre a Verdade" estreia em São Paulo


Já dizia o ditado popular: uma mentira contada mil vezes se torna verdade. Lara, uma suposta atriz de cinema, gostaria que esse ditado popular fosse verdade. Com uma vida sem cor, perdida em meio às frustrações do cotidiano, ela borra constantemente os limites entre realidade e ficção, escrevendo (ou melhor, inventando) suas experiências à maneira que lhe convém. Esse hábito a faz buscar um grupo de apoio a mentirosos compulsivos.




Atriz ou dona de casa? Saber quem é Lara não é tarefa fácil. Com grande convicção, ela afirma ser uma estrela cinematográfica, sendo desmentida em seguida por uma ligação do filho, que a lembra de seus afazeres domésticos. As histórias das quais se apropria e incorpora em sua biografia remetem a grandes sucessos do cinema, mas a realidade vivida por ela é o oposto desse glamour e brilho.

“Ela é uma pessoa que colore um pouco mais a realidade, tem um olhar criativo sobre as coisas”, conta Vanise Carneiro, intérprete da personagem.




Transitan­do entre o cômico e o dramá­tico, 9 Mentiras Sobre a Verdade é mais uma produção da Cia. Teatro Líquido, companhia fundada por Vanise Carneiro e Gilson Vargas, em 2007, em Porto Alegre. O Espetáculo é estrutura­do como uma sessão do tal gru­po de apoio aos mentirosos com­pulsivos, onde Lara se confessa pa­ra a plateia, enquanto desfila sua galeria de tipos e histórias. “No decorrer da encenação a personagem vai tirando suas diversas máscaras, despindo-se dos acessórios que compõe sua imagem e revelando sua humanidade”, atesta a atriz. Pela elogiada interpre­tação, Vanise Carneiro recebeu o Prêmio Açoria­nos de Melhor Atriz, em 2010.




A peça
Escrita pelo prestigiado dramaturgo gaúcho Diones Camargo , 9 Mentiras Sobre a Verdade estreou em Porto Alegre em novembro de 2010 e foi indicada ao prêmio Açorianos de Melhor Dramaturgia 2010. Desde a estreia o espetáculo foi apresentado em diversas cidades do sul do país, tais como Londrina, Pelotas, Santa Maria, Uruguaiana, com grande sucesso de público e crítica. Capitais como Rio de Janeiro, Recife, Brasília e Montevidéu também prestigiaram essa homenagem à sétima arte.

A peça é a segunda experiência em direção teatral do premiado cineasta Gilson Vargas, que utiliza no espetáculo projeção de imagens, elemento que não funciona apenas como cenário, mas também como propagador de sensações. Um dos desafios ao assistir a apresentação é adivinhar de quais filmes a personagem Lara se apropria, de quais histórias e verdades toma para si. Passagens de dois filmes icônicos de Ridley Scott surgem durante a peça, além de outros clássicos. As frases de sabedoria que pontuam a narrativa de Lara, propiciando também uma unidade temática, até lembram a fase áurea da filmografia de Jean-Luc Godard, sendo batizadas pela personagem de ''anotações mentais''. Uma das mais memoráveis: ''a vida é cheia de erros de continuidade''.









FICHA TÉCNICA
Texto: Diones Camargo
Direção: Gilson Vargas
Elenco: Vanise Carneiro
Iluminação: Fernando Ochôa
Vídeos: Gabriela Bervian
Cenário e figurino: Cia. Teatro Líquido
Trilha sonora original: Gilson Vargas e Gabriela Bervian

SERVIÇO:
O quê: “9 Mentiras Sobre a Verdade”
Onde: Teatro Commune
Endereço: Rua da Consolação, 1218 – Consolação
Telefone: (11) 3807-0792 - teatrocommune@commune.com.br
Quando: De 14 de março a 19 de abril, quintas e sextas, às 21H
Quanto: R$ 30,00 inteira e R$ 15,00 meia (Idosos, Estudantes, Classe Artística e Professores)

Capacidade: 83 Lugares
Duração: 60 min      
Recomendação: Livre

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Sobre As Vozes Inaudíveis


"Não tenho mais interesse em participar daquele circo todo, exceto, talvez, quando seus organizadores passarem a destinar algum valor em dinheiro ao vencedor na categoria de dramaturgia, que é um alicerce tão importante quanto a direção e a atuação num espetáculo."

Diones Camargo, em entrevista ao Segundo Caderno do jornal Zero Hora, em 22/05/2012. - LEIA AQUI.



Que os jornalistas são uma espécie de megafones que às vezes tornam audíveis vozes abafadas, isso todos sabemos. Para o bem e para o mal, isso acontece no mundo todo. Agora, que os nossos jornalistas daqui do RS às vezes fazem um trabalho precioso de divulgação não apenas das nossas conquistas na área cultural, mas também das nossos retrocessos e imobilidades, é também outro fato que merece ser lembrado. Profissionais como Vera Pinto e Fábio Prikladnicki, que em 2011 e 2012 escreveram - no Correio e na Zero Hora, respectivamente - perfis e extensas matérias sobre as minhas peças, fato que elevou o interesse do público e dos artistas pelo meu trabalho; Michele Rolim, do JC, que sempre faz questão de divulgar amplamente a estreia de qualquer um dos meus projetos; Renato Mendonça, que várias vezes deu espaço aos espetáculos nos quais trabalhei quando ainda escrevia no Segundo Caderno da ZH. (sem esquecer do saudoso Hélio Barcellos Jr., que uma vez deu cobertura a outra das minhas críticas públicas mais ferozes...) São esses profissionais que, ao servirem de porta-vozes de uma opinião que diverge da maioria, possibilitam que um tipo de protesto silencioso como o que eu fiz neste ano durante a cerimônia de entrega dos Prêmios Açorianos de Teatro 2012, na última sexta, quando me recusei a ir buscar o troféu de Melhor Dramaturgia que ganhei por Os Plagiários - um inventário ficcional sobre Nelson Rodrigues, não passem em brancas nuvens e sejam vistos como simples atos inconsequentes, como muitos pacatos insistem em dizer por aí. São esses profissionais que quase diariamente sublinham e destacam (em suas páginas da mídia impressa) para que os leitores e o grande público tomem conhecimento do que todos nós, artistas, já sabemos: que algumas estão mudando pra melhor, sim, mas que ainda há muitas outras a melhorar. OBRIGADO e continuem fazendo esse trabalho corajoso e relevante ao nosso Estado.

A BAIXO, imagem da capa do caderno ARTE E AGENDA, com matéria escrita por Vera Pinto no jornal Correio do Povo do dia 17 de dezembro de 2012.






sábado, 22 de dezembro de 2012

"Os Plagiários" recebe 3 prêmios, incluindo Melhor Texto




Todo final de ano é a mesma coisa: correria, consumo desenfreado, esperanças renovadas, listas e premiações de melhores do ano, etc. E este ano não foi diferente... Há pouco mais de uma semana a minha peça mais recente, Os Plagiários - uma adulteração ficcional sobre Nelson Rodrigues, recebeu 3 Prêmios Açorianos de Teatro 2012, em cerimônia que ocorreu na noite de 14 de dezembro.




O espetáculo que estava indicado em 9 categorias, incluindo Melhor Espetáculo e Melhor Direção, acabou levando os prêmios de Melhor Dramaturgia (eu), Melhor Atriz Coadjuvante (Gabriela Greco) e Melhor Figurino (Daniel Lion).




Depois de 6 indicações concorrendo nesta mesma categoria (Melhor Dramaturgia), esta é a primeira vez que levo o prêmio. E apesar da minha opinião a respeito do mesmo (ver texto no final deste post), tenho pra mim que o meu prêmio maior foi ter conseguido desviar da ira de quatro diretores que lutavam para juntos encenarem uma história que por vezes parecia não fazer sentido nenhum, exceto na minha cabeça; de ter entrado num processo com 24 atores e buscado mostrar a cada um deles detalhes e informações que muitas vezes passavam desapercebidos a todos; e, principalmente, ter - durante esses 7 anos de carreira como dramaturgo - trabalhado com alguns dos melhores atores e encenadores que esse Brasil pode se orgulhar de ter. E isso tudo ganhando infinitamente menos que qualquer dramaturgo do centro do país ganha num único arrasa-quarteirão que entra em cartaz por lá! 




Portanto, como me recusei a ir na cerimônia de entrega dos troféus desse ano* e passei a semana ocupado demais com coisas bem mais importantes, não me pronunciei ainda (exceto no meu programa semanal na rádio Mínima.FM, o OverDrama, em que falei algumas palavras) a respeito do Prêmio Açorianos que finalmente recebi, vou fazer isso agora. neste blog: 

Agradeço a algumas pessoas (a maioria delas já mortas): em primeiro lugar e acima de todos, ao meu amigo Nelson Rodrigues que topou generosamente escrever essa peça à quatro mãos comigo e permitiu que eu usasse trechos de sua genial peça Vestido de Noiva no meio desta minha singela cópia; ao Ruy Castro, cuja biografia detalhadíssima me serviu de fonte constante para esta pesquisa; a Carlos Drummond Andrade, Manuel Bandeira, Cacilda Becker e Ziembinski, pelas suas almas gigantescas presentes em cena com todos os outros personagens; aos dramaturgos Samuel Beckett, Tenneessee Williams, Tony Kushner, Luigi Pirandello, Allan Ball, Nikolai Gógol e Diones Camargo (sim, isso mesmo!) pelas inspirações quanto à estrutura de algumas cenas ou falas emprestadas de suas peças e que foram inseridas no meu (agora) premiado texto. Dito isso, dedico esse prêmio a TODOS os dramaturgos de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul, PREMIADOS OU NÃO, sem exceção, que acreditam sinceramente nos seus trabalhos e nas peças que escrevem, e que seguem corajosamente, a despeito do pouco incentivo dado pelas instituições públicas ou do reconhecimento da nossa alegre máquina de elogios. 

Falando nela, peço aos críticos desta cidade que sejam mais conscientes das suas responsabilidades ao emitirem opiniões sobre os trabalhos dos artistas e que tomem mais cuidado para não confundir um determinado ator com outro, ou figuras importantes como Cacilda Becker com outras de nome parecido (sim, isso aconteceu por aqui por esses dias...). Obrigado aos jurados que votaram em mim e que REALMENTE gostam do meu trabalho e que viram nesse último algo original e de qualidade que merecia ser destacado. Peço apenas que a CAC -Coordenação de Artes Cênicas de Porto Alegre reavalie a proposta de ser destinado um valor em dinheiro para os prêmios - senão em todas as categorias - ao menos na categoria Melhor Dramaturgia, pela qual eu tanto batalho e me esforço em divulgar. 

Pra encerrar, agradeço a todos os amigos que torceram por mim esses anos todos (mas só os que torceram de verdade, ok?!). Venci pelo cansaço. Não fui buscar o troféu pelo mesmo motivo. 

É só isso o que eu queria dizer. Um feliz fim de mundo pra todos nós e um ótimo novo período que inicia! 

*Não fui a cerimônia receber o troféu por este motivo: já havia criticado publicamente (Para ler a entrevista concedida ao Zero Hora na qual reafirmo essa posição, CLIQUE AQUI) a Coordenação de Artes Cênicas de Porto Alegre pelo fato de não concederem prêmio em dinheiro para a categoria Melhor Dramaturgia (na qual estava indicado e vim a ser premiado), diferente do que acontece com outras áreas, como direção e atuação, por exemplo. Por esse motivo não achei certo ir até lá receber este prêmio já que discordo de tal distinção entre as categorias principais e a dramaturgia. 

Para ler a repercussão da tal crítica junto a um dos membros da Coordenação de Artes Cênicas de Porto Alegre, CLIQUE AQUI.




Enfim, apesar de tudo, espero sinceramente que a dramaturgia comece a se estabelecer com força aqui no RS e que mais autores surjam dia após dia e que sejam cada vez mais reconhecidos por seus trabalhos e esforços.


FELIZ 2013 PRA TODOS VOCÊS!



domingo, 16 de dezembro de 2012

Peça "Teresa e o Aquário" é publicada em Portugal


Ontem, sábado, 15 de dezembro, rolou em Portugal a leitura dramática de Teresa e o Aquário, peça de minha autoria escrita em 2008 e que acaba de ser lançada por lá numa coletânea que reúne textos de 12 dramaturgos de língua portuguesa, durante a MAD'12 - Mostra Anual de DramaturgiaEste foi o lugar onde ocorreu o evento:




suntuoso prédio localizado no Monte da Caverneira chama-se – é claro! – Quinta da Caverneira. A leitura dramática foi dirigida por e trazia no seu elenco ninguém menos que ele, Guy Fawkes (sim, ele mesmo!!!). No elenco ainda trazia nomes consagrados, como o misterioso C. M. (ver lista completa nos links abaixo).  

Onde eu estava na hora da leitura da peça? Ah, certamente por aqui, tentando resolver mal entendidos recentes e fazendo outros entenderem coisas que todo mundo prefere ignorar... 




Mas tá! Não há do que reclamar! Afinal de contas, "receber" um prêmio local (finalmente!) e no dia seguinte ter uma peça lançada no exterior não é sempre que acontece... Só espero que as pessoas não pensem que este foi consequência daquele. Acreditar nisso seria subestimar a minha inteligência e, sobretudo, o meu esforço esses anos todos.!


Obrigado a todos os que torcem por mim e pelo meu trabalho. Até breve!

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