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terça-feira, 30 de junho de 2009

Teresa e o Aquário - Temporada Julho/2009

De 01 a 29 de Julho, todas as Quartas-feiras, sempre às 21h30.
Espaço OX do Bar Ocidente (Rua João Telles, esquina com a Osvaldo Aranha)
Ingressos a R$ 15,00 (com uma cerveja)

Comentários sobre a Peça:

  • “(...) a mais concreta, orgânica e representativa experiência pós-moderna que já tive a oportunidade e o prazer de assistir nesta minha já longa vida pós-bonde e pós-máquinas Remington (...)”.

Luiz Paulo Vasconcelos – Revista Aplauso

  • “(...) Dá gosto e orgulho ver a coragem da Cia Espaço em Branco ao descartar fórmulas teatrais consagradas para contar sua história. Assumindo o risco, o grupo partiu da história para construir uma fórmula original, alheio a caminhos mais fáceis para o público e para o elenco (...)”.

Renato Mendonça – Segundo Caderno / Zero Hora

  • “(...) Um não sei tanto de sensações emotivas (...) Isso tudo porque estive numa pequena sala vivendo um grande teatro. E viva Artaud! E vivas a todos vocês! Obrigado.”

Arlete Cunha

  • “(...) Teresa e o Aquário se apresenta como montagem teatral, dramatugia. No entanto é um processo hibrido de performance dramática, música, vídeo-art, filmagem e projeção executado em tempo real; proposta ousada e intensa capaz de provocar reações de amor e repulsa em iguais proporções, a meu ver, este é seu mérito, um tanto enigmático (...)”

Gue Martine – Vista Skateboard Art

  • “(...) Criatividade, talvez seja a palavra, porque João e com certeza toda a sua afinada equipe (atores, dramaturgo, multimídia, etc) esbanjam na criação de imagens que causam forte impacto sensorial em seus espectadores. Achados maravilhosos. Propostas radicais, ousadia. (...) Fazia tempo que uma peça não me provocava tanto. No marasmo desértico que anda o nosso teatro, ver a peça do João é como chegar num oasís. A construção dramaturgica de Diones Camargo é raro brilho, principalmente na voz e no corpo dos atores. (...) A peça fica com a gente, fica na gente. Remexeu o meu aquário de imagens, recordações, situações. Teatro puro.
Roberto Oliveira - Modesto Fortuna

  • "Fui ver Teresa e o Aquário e sai mal do teatro. E ao mesmo tempo muito feliz. A impressão que eu tive é que estava diante de algo realmente novo, não novo no mundo da arte (o espetáculo é uma explosão de referências maravilhosas), mas novo aos olhares de Porto Alegre (...).
Felipe Vieira de Galisteo

  • “(...) vale a pena tirar suas bundas de casa e ir ao teatro ver Teresa e o Aquário, que é um espetáculo irônico, divertido, catártico e muito bonito (...)”

Mari Messias

  • "(...) Vi no palco um pouco de cada e mais uma infinidade de referências e coerências com o que admiro de melhor de todas artes. Que felicidade (...)"
Fernando Bakos

  • "(...) Fui envolvida, foi isso. Duas horas que mais pareceram dez minutos imersa no aquário de Teresa (...) Desse aquário, cada um pesca o que quiser.”
Cami Farina - Maria Cultura

  • "(...) Talvez eu já tenha visto isso em Gerald Thomas."
Professora da Kalisy

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Teresa e o Aquário - Crítica Revista Aplauso #98

Crítica de Luiz Paulo Vasconcellos - Revista Aplauso #98 (Fev/2009)

Eu, que nasci no tempo do bonde e das máquinas Remington, confesso que nunca tive grandes dificuldades para acompanhar o surgimento de obras de alguns dos mais revolucionários ícones do modernismo - Dali, Bracque, Boulez, Ionesco, Beckett, Joyce, Kafka - mas confesso que tenho muita resistência para reconhecer legitimidade e coerência em obras situadas no contexto do pós-modernismo. Para mim, pós-moderno passou a ser apenas um recurso retórico, um discurso acadêmico, sem uma obra sequer, fosse em teatro, cinema, literatura, música ou artes plásticas, que configurasse, desse vida e representatividade a tal conceito. Até a estréia de Teresa e o Aquário, baseada num conto de Luciano Mattuela, com direção de João Ricardo, agora pós-modernamente auto-intitulado João de Ricardo. Mas deixemos de lado a inutilidade da partícula de ligação e voltemos à obra do jovem encenador.

João Ricardo - foi assim que o conheci e é assim que o tratarei até a morte - foi no início de sua carreira aquilo que os franceses chamam de "enfant terrible", ou seja, um inconformado com as linguagens vigentes, um pesquisador, no melhor sentido da palavra, de narrativas que agregassem meios diferentes, corporais, visuais, sonoros, abordando temas geralmente transgressores ou, pelo menos, fora das convenções usuais. Foi assim que ele dirigiu Serpente: Pulp & Nelson Rodrigues, do próprio Nelson, Shopping and Fucking, de Mark Ravenhill, Extinção, a impossibilidade física da morte na mente de alguém vivo, livremente inspirado numa peça de Nicky Silver, e Andy/Edie, de Diones Camargo, seu último espetáculo antes de se mandar para Campinas para fazer o Mestrado. Dois anos depois ele está de volta e nos trás esta Teresa e o Aquário - como posso definir? - a mais concreta, orgânica e representativa experiência pós-moderna que já tive a oportunidade e o prazer de assistir nesta minha já longa vida pós-bonde e pós-máquinas Remington.

Pós-modernismo, pelo menos para mim, sempre se aproximou mais de uma negação do que de uma afirmação com identidade própria. Ou seja, ser pós-moderno era não ser isto ou aquilo, o que o espetáculo de João Ricardo vem negar. Ou polemizar. Ou contestar. Não importa. O que importa é que o espetáculo existe, tem forma e conteúdo, se fundamenta num princípio de fusão de linguagens, embora mantendo o pés na terra do referencial dramático. Mesmo que pós-dramático. Deu pra entender?

Em Teresa e o Aquário não há narrativa contínua, ou seja, não há uma história sendo contada, começo-meio-fim, causa e conseqüência, essas coisas, mas na medida em que os recursos de linguagem avançam - ator, gesto, movimento, espaço, palavra, corpo, vídeo, foto, cinema, música, som, luz - os signos vão adquirindo sentido e, automaticamente, você, espectador, vai formando na sua cabeça uma história, a sua história, talvez até diferente da que está sendo formada na cabeça do cara que está a seu lado, mas que, no fim de contas, tece o desenvolvimento narrativo. E aqui, então, as coisas se fundem. Relato, estética, política, psicologia, comportamentos, emoções, valores, códigos, tabus, tudo vai se ligando na medida em que o jogo das linguagens vai avançando, acelerando, os silêncios vão se impondo, as formas vão se contrapondo. Afinal, não seria o pós-moderno aquilo que apresenta o inapresentável? No espetáculo de João Ricardo são as formas que nos sugerem os sentidos, criam o elo de ligação entre sujeito e vontade, vontade e emoção, emoção e razão, razão e certeza, certeza e possibilidade.

Como todos nós sabemos, teatro é uma arte coletiva. E o coletivo em Teresa e o Aquário é a soma de individualidades poderosas: Sissi Venturin e Lisandro Belotto, os atores, no melhor de suas carreiras; Diones Camargo na dramaturgia; multimídia de Bruno Gularte Barreto; iluminação de Liliane Vieira e música de Roger Canal.

Última cena: a platéia. A do Theatro São Pedro, na noite da estréia, não era necessariamente uma platéia de teatro, muito menos de um tipo de teatro, teatro-arte, teatro-pesquisa, teatro-porrada, teatro-transgressão. Havia o fato de ser o resultado de mais um Prêmio Habitasul de adaptações literárias, havia um desfile de modas antes da apresentação, essas coisas. Pois às dez da noite começou o espetáculo. E durante duas horas o silêncio que se impôs era desconcertantemente eloqüente. Era comovente. Ao final, aplausos, sinceros e insistentes. O recado estava dado. Cada um havia entendido alguma coisa. E todo mundo estava emocionado. Valeu, João de Ricardo.

Para ler outros trechos de críticas sobre este espetáculo publicadas na imprensa, CLIQUE AQUI.



terça-feira, 12 de agosto de 2008

Não Vá ao Teatro...

...Mas Antes Pergunte-se o Porquê

Em agosto do ano passado participei de um debate no seminário intitulado "A Nova Dramaturgia Gaúcha Contemporânea" a convite de seu idealizador, P. R. Berton (também autor e diretor, agora radicado nos EUA), para as comemorações do aniversário de 40 anos do Teatro de Arena. Nos três dias de debates estiveram presentes dramaturgos em atividade no RS, como Hermes Bernardes Jr., Felipe Vieira, Claudio Benevenga, Artur José Pinto, Luis Francisco Wasilewski, Marcio Silveira, entre outros, e juntos falamos sobre a situação atual da nossa profissão.

Na época fiz uma piada que me pareceu um tanto quanto mordaz, mas que hoje penso ser apropriada para lançar-nos a uma discussão importante: existe mesmo uma dramaturgia gaúcha contemporânea? A resposta é afirmativa. Existe pouca, é verdade, mas existe. Temos grandes autores na história do nosso teatro: Qorpo Santo, Vera Karam, Carlos Carvalho e Caio Fernando Abreu são de grande importância para a dramaturgia brasileira; Ivo Bender continua escrevendo e recentemente lançou uma nova peça. Mas quem são os representantes da safra de jovens dramaturgos do nosso Estado?

A carência de novos autores ocorre em todas as regiões do Brasil, mas nos grandes centros, como Rio de Janeiro e São Paulo, devido à produção teatral diversificada e aos núcleos de formação, essa falta é menos acentuada. Porém, se considerarmos apenas o teatro feito aqui em Porto Alegre, constataremos a supremacia de peças de autores estrangeiros que são traduzidas e encenadas nos nossos palcos, enquanto muitos dramaturgos brasileiros ainda têm suas obras ignoradas, mesmo aquelas que obtiveram algum destaque. Não estou propondo uma retaliação aos textos estrangeiros (seria ingenuidade sugerir tal absurdo!). Obviamente a qualidade é o nivelador dessa predileção dos encenadores e dos grupos e, independentemente da origem, me refiro nestas linhas apenas à dramaturgia que mereça tal definição. Mas, ainda evitando a ingenuidade, sabemos que a excelência e constância de qualquer produção artística tem a ver com uma política de investimento no aparato cultural e, nesse aspecto, ainda ficamos bem atrás de outros países. O que quero dizer é que me parece que em alguns casos o atrativo do "além-mar" norteia a nossa cena teatral. Questiono se o desconhecimento da maioria dos artistas quanto aos nossos autores é mera desatenção ou se é efetivamente um hábito. Se for o que penso, esse hábito passará por uma transformação, pois nos últimos anos surgiram diversos concursos e incentivos para a criação de textos dramáticos de qualidade. Pode levar algum tempo ainda e requerer certa dose de paciência. De nossa parte, resta abrirmos os olhos e os ouvidos para as obras que estão surgindo.

Além dos dramaturgos referidos no primeiro parágrafo deste artigo, posso citar aqui uma pequena lista daqueles que de alguma forma estão produzindo obras interessantes para uma atualização da dramaturgia gaúcha: Felipe Vieira (IntenCidade I - Voar), Carina Sehn (Código de Barras), Paulo Scott (Crucial Dois Um), Mary Farias e Paulo Gleich (os dois últimos ainda inéditos nos palcos). Em comum todos buscam uma expansão das possibilidades narrativas até aqui experimentadas. Além da preocupação com a forma e — principalmente — o discurso, esses autores partem de referências contemporâneas para abordar temas atuais, buscando o diálogo com espectadores que possivelmente não se sentem identificadas com a maior parte dos conflitos e personagens representados no palco.

Essa nova safra de dramaturgos do RS tem o desafio que é o de não apenas renovar uma tradição do texto teatral (mesmo porque isso freqüentemente acaba na mera pretensão), mas principalmente o de falar a um público desacostumado à linguagem dos palcos, despertando novos significados em novas platéias. E é importante ressaltar que o fato de escrever pensando numa determinada audiência não deve ser considerado como concessão artística (muitos dos grandes escritores usaram esse faro para a criação das suas mais importantes obras); a constatação de que o espectador é o interlocutor primordial para o evento teatral move a roda da dramaturgia.

Quando escrevi minha primeira peça, Andy/Edie (2006), não imaginava que esta atrairia um público tão vasto. Por mérito dos artistas envolvidos na montagem e do próprio texto, que trazia à cena personagens que hoje permeiam o imaginário contemporâneo, foi isso o que aconteceu. O tema (a necessidade abusiva de fama para suprir carências mal resolvidas) e a abordagem (diálogos sarcásticos e cruéis para falar de relações descartáveis numa sociedade de consumo voraz) foram decisivos para esta identificação. Escrevi o que quis, como quis, no isolamento do meu quarto — consciente de que este isolamento é apenas físico, nunca cultural. O reconhecimento artístico desta empreitada foi apenas uma parte da satisfação obtida: o fato de ser abordado em bares por jovens que nunca haviam pisado numa sala de espetáculos e que comentavam empolgados sobre como a peça os divertiu e comoveu foi um incentivo determinante para a criação do meu segundo texto, Parque de Diversões (2008), escrito em parceria com um amigo de longa data, o também ator e diretor Marcos Contreras.

Nesta peça seguimos o exemplo do movimento que ocorre hoje na Praça Roosevelt, em São Paulo. Os espetáculos ali apresentados visam atrair um público de 20 a 30 e poucos anos, mas que não encerram apenas nele seu campo de visão. Apostando numa dramaturgia despretensiosa, com produção independente e feitas para uma circulação imediata, as montagens se sucedem rapidamente em horários e temporadas consecutivas nos espaços que se acumulam numa única rua. O teatro produzido na Praça Roosevelt fez ressurgir o interesse dos jovens pela linguagem do drama. E isso acabou atraindo outras platéias também. Seus freqüentadores, bebendo nos bares ou em pé na calçada enquanto aguardam a sessão da peça de seu interesse, discutem sobre o que viram e fazem daquele um saudável ambiente de renovação do teatro Brasileiro. Mas isso é diferente do que podemos classificar como "teatro temático", algo que tem sido feito aos montes e que, apesar de garantir a sobrevivência de alguns poucos mambembes, em nada contribui para a formação de um público heterogêneo. Normalmente, vicia o público num único tipo de espetáculo e o afasta de outras propostas de encenação — inclusive daquelas onde o drama tenta uma libertação de seu interlocutor, caso que a dramaturgia contemporânea por vezes investiga. Me refiro a um teatro que dialogue com diferentes espectadores, oferecendo referências com as quais estes possam se relacionar, abrindo espaço à transformação.

Em Parque de Diversões criamos uma obra que nasceu com vistas a um determinado público, mas que também não o tinha como único alvo. Mesmo sendo um texto por vezes demasiado autoral, os conflitos do personagem são muito parecidos com os dramas da nossa geração. Porém, como sabemos, o conceito de geração hoje não é mais tão estanque quanto há algumas décadas, portanto tínhamos consciência de que estávamos mexendo num vespeiro bem mais complexo do que poderia aparentar. E também sabíamos que não estávamos criando uma "peça temática", pois como autores falaríamos de experiências e referências culturais que supostamente todos os espectadores reconheceriam, mas que não necessariamente teriam vivenciado da mesma maneira. E para mantermos a identificação entre personagem e platéia, nos concentramos no que de essencialmente humano tínhamos para contar. E isso, como se sabe, sempre salva qualquer obra.

Estreamos no inicio de Março, no Espaço Ox, do bar Ocidente, aqui em Porto Alegre. O resultado foi uma acirrada divisão de opiniões: houve aqueles que adoraram e voltaram outras vezes, como também houve aqueles que detestaram. Apesar disso, estou certo de que a nossa função como artistas foi cumprida. Atraímos um público ainda pouco presente nas salas de espetáculos e o confrontamos com uma proposta paradoxalmente familiar e inabitual. E como a tarefa do teatro nem sempre é agradar, mas sim provocar as pessoas para que — mesmo que de uma forma desconfortável — estas um dia reajam, posso ter esperança de que algum dos que ali estiveram presentes tenha chegado em casa e corrido pra queimar aquela sua infame camiseta com a frase "vá ao teatro... mas não me convide". A nova dramaturgia gaúcha agradece.
Diones Camargo

Fotos Pamela Ferrer
+
Foto (azul) de Anderson Astor

Texto Publicado Originalmente no Blog Caco (Zero Hora. Com)

http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=3948.dwt&section=Blogs&post=57991&blog=359&coldir=1&topo=3951.dwt

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Parque de Diversões

Deitado em sua cama, o protagonista – um homem que se sente anestesiado pela realidade à sua volta – comenta à platéia as circunstâncias que o levaram àquele estado de absoluta letargia. Em meio a lembranças, consumo, ironias e abuso de drogas, ele enxerga nas circunstâncias apenas desculpas para refugiar-se em seu apartamento. Sua paz (se é que existe alguma) só é rompida pelo parque de diversões que fora montado bem em frente à sua janela e que insiste em, dia após dia, invadir seu quarto com ondas de intolerável alegria. Apesar do tema, o texto é contaminado pela ironia e pelo sarcasmo, numa mistura inusitada de monólogo dramático com Stand-Up Comedy.

Clique aqui para visitar o blog da peça Parque de Diversões

Parque de Diversões (2008)

Texto e Direção: Diones Camargo e Marcos Contreras

Atuação: Marcos Contreras

Trilha: Pablo Sotomayor
Iluminação: Carina Sehn
Cenário: idéia dos autores executado por Gabriela Silva
Vídeos: Daniel Laimer
Divulgação e Ilustrações: Gabriela Silva
Material Gráfico: Eder Gusatto

Produção: Marco Mafra e Gabriela Silva

Andy / Edie

FAMA, GLAMOUR, VAIDADE, MORTE.


Nova York, 1965. O artista pop Andy Warhol conhece Edie Sedgwick, uma garota de apenas 22 anos, linda, rica, amiga de celebridades e possuidora de algo que foi definido por ele como "Glamour Elétrico". Nesta mesma época Edie mantinha uma relação conturbada com o jovem músico Bob Dylan, que não fazia questão de esconder seu desprezo por Andy e seu desagrado pela amizade entre a jovem modelo e o mestre da Pop Art.

ANDY/EDIE (2006)
*Premio Funarte de Dramaturgia 2005
*Indicado ao Prêmio Açorianos de Melhor Dramaturgia

Texto: Diones Camargo
Direção: João Ricardo

Elenco:
Sissi Venturin
Rodrigo Scalari
Lisandro Bellotto
Alexandra Dias
Michel Capeletti
Ravena Dutra
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Produção: Daniel Gabardo
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