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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Oficina Dramaturgia 2015 - Inscrições Abertas!
















Oficina Dramaturgia Líquida - a palavra na cena

Voltada ao público em geral, esta oficina aborda os diferentes métodos de criação dramatúrgica, desde a escrita prévia de cenas e sua transposição para o palco até a escritura que se dá durante o processo criativo. A partir de exercícios de dramaturgia e composição cênica, leituras de textos teóricos e análise de peças teatrais e roteiros escritos para o cinema serão comentados os principais elementos que estruturam e organizam uma narrativa dramática. Durante os encontros, os alunos serão incentivados a desenvolverem suas próprias histórias e receberão consultoria individual durante todo o período da oficina de modo a desenvolverem material autoral que será apresentado ao público no final do semestre, proporcionando assim uma visão mais abrangente do processo criativo de um roteirista ou de um dramaturgo profissionais, desde a ideia inicial até sua execução na cena.


Conteúdo Programático:

  • Assimilação de interferências criativas no texto autoral;
  • Noções básicas de dramaturgia: começando uma história;
  • A escrita dramática: linguagem e códigos da representação visual;
  • As possibilidades narrativas no drama contemporâneo;
  • Fragmentação versus tema unificador: análise do sentido da obra;
  • A utilização das referências culturais na dramaturgia: história e evolução da escritura cênica;
  • Estratégias de compartilhamento, encenação e publicação de textos dramáticos autorais. 

  
Público Alvo:

Roteiristas, dramaturgos e escritores que se interessem pelas particularidades da escrita dramática; artistas, estudantes e praticantes de qualquer disciplina teatral que tenham interesse na criação de trabalhos inéditos para teatro.


Duração da Oficina: 

14 encontros divididos em:
  •  11 aulas;
  • 1 debate com dramaturgos convidados;
  • 1 encontro de produção (para apresentação final dos alunos);
  • 1 leitura dramática de textos produzidos pelo alunos.
Total: 40h/aula (com certificado)


Período: de 03 de outubro a 12 de dezembro 2015

Dias e Horários: sábados, das 14h às 17h

Local: Galeria La Photo | sala multiuso - Travessa da Paz, 44 - POA


Investimento: 

950 reais à vista

ou

1 entrada de 380 + 2x de 360 reais.


Inscrições: 

através do e-mail dionescamargo@yahoo.com.br


VAGAS LIMITADAS! 


Sobre o ministrante: 

Diones Camargo é dramaturgo e roteirista. Autor de Andy/Edie (Prêmio Funarte de Dramaturgia 2005), Último Andar (Prêmio Funarte de Estímulo à Dramaturgia 2007), Parque de Diversões, Teresa e o Aquário (VIII Prêmio PalcoHabitasul - Melhor Roteiro 2008), O Tempo Sem Ponteiros, 9 Mentiras Sobre a Verdade, Os Plagiários – Uma Adulteração Ficcional Sobre Nelson Rodrigues (Prêmio Açorianos de Teatro 2012 - Melhor Dramaturgia), Hotel Fuck – Num Dia Quente a Maionese Pode Te Matar, F.R.A.M.E.S. e Fassbinder – o Pior Tirano é o Amor, entre outros; é dramaturgista dos espetáculos O MAPA_, Peru, NY e Buarqueanas. Suas peças já foram encenadas pelas mais importantes companhias de teatro do RS, algumas delas também publicadas no Brasil e no exterior.

Licenciado em Teatro pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, encerrou o curso com a monografia Dramaturgias Possíveis – Interferências Criativas no Texto Dramático, na qual analisa o processo de criação de cinco de suas principais peças e expõe como se dá a transposição desses processos nas suas aulas. Com esse trabalho de conclusão de curso o autor obteve a nota máxima da instituição. Seus estágios acadêmicos incluíram aulas de escrita e teatro realizadas no CDE – Centro de Desenvolvimento da Expressão POA, Projeto Pedagógico da 6ª Bienal do Mercosul (vencedor do Prêmio Cultura Viva – MinC 2007) e em escolas públicas estaduais e municipais.

Participou como aluno de oficinas ministradas pelos dramaturgos Ivo Bender (Brasil), Marco Antônio de La Parra (Chile), Samir Yazbek (Brasil), Ramón Griffero (Chile) e Mário Bortolloto (Brasil). No cinema, participou de workshop ministrado pelo dramaturgo, roteirista e diretor Ruy Guerra (Moçambique) e recebeu consultoria de roteiro do cineasta Pablo Stoll (Uruguai). Fez parte da residência artística realizada pelo grupo Odin Teatret em Porto Alegre, em 2013, com aulas ministradas pelo diretor, dramaturgo e pesquisador Eugênio Barba (Itália) e os atores da companhia. Em 2007, foi convidado a participar do programa para estudantes estrangeiros do Centro de Educação e Cultura da escola Larkkülla, na Finlândia. Em 2012, sua peça Teresa e o Aquário foi publicada em Portugal, e em 2013 seu texto Último Andar foi lançado em Havana, Cuba.

Paralelamente às atividades de escrita, o autor participa de debates, palestras e projetos ligados à pesquisa em dramaturgia e sua relação com as multilinguagens, como é o caso do S E I S dramaturgos, coletivo formado por dramaturgos de seis capitais brasileiras distintas, cujas ações recentes ocorreram nas cidades de Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Ministra regularmente a oficina Dramaturgia Líquida – Assimilação de Influências no Texto Teatral. Durante dois anos, produziu e apresentou o programa semanal OverDrama, na rádio Mínima FM, no qual falava sobre teatro, cinema e literatura. No cinema, é co-roteirista do curta-metragem Último Dia Antes de Zanzibar, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, e roteirista do longa-metragem A Colmeia (selecionado pelo prêmio RS Polo Audiovisual - FAC 2014), atualmente em fase de pré-produção e com filmagens previstas para 2016.



terça-feira, 16 de dezembro de 2014

OverDrama entrevista Elza Soares



De menina pobre a "Cantora do Milênio"

 

Dando continuidade à ÚLTIMA TEMPORADA na rádio Mínima fm, o OverDrama apresenta HOJE uma entrevista exclusiva com a magnífica Elza Soares, uma das maiores intérpretes do Brasil.

Eleita a "Voz do Milênio" pela rede BBC de Londres, a cantora falou sobre o seu primeiro encontro com Lupicínio Rodrigues (compositor de seu primeiro sucesso da carreira e inspiração para o seu show atual), a importância da luta incessante contra qualquer tipo de preconceito, o papel da mulher no Samba e as representações de sua vida no cinema e nos palcos brasileiros.

Terça (16/12), ao vivo, às 18h, na www.minima.fm | Reprise sábado (20/12).


OVERDRAMA - todas as cores!

Com Diones Camargo e Sofia Ferreira 






segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

OverDrama entrevista Rebekka Kricheldorf


Episódio especial gravado durante debate realizado no auditório do Instituto Goethe em julho deste ano, "OverDrama|turgias Contemporâneas – reflexões sobre o texto teatral" ("Gegenwärtige OverDrama|turgies Reflexionen über den Theatertext") trouxe a Porto Alegre a dramaturga alemã Rebekka Kricheldorf, autora de A Coisa No Mar, texto escolhido na 5ª edição do Concurso para Novos Diretores de Teatro, promovido pelo Goethe-Institut e a Secretaria Municipal da Cultura POA, em 2013. Mediado pelo dramaturgo e apresentador Diones Camargo, o evento contou com a participação da diretora Camila Bauer e do ator Fernando Zugno, além da contribuição da plateia presente.

Para ouvir o debate na íntegra, CLIQUE AQUI:


https://soundcloud.com/overdrama-m-nima-fm/overdrama-aquele-com-a-dramaturga-rebekka-kricheldor
Camila Bauer, Fernando Zugno e Rebekka Kricheldorf | Mediação: Diones Camargo



SOBRE A AUTORA:

Nascida em Freiburg (1974), Rebekka estudou Letras (Línguas Latinas) e Escrita Cênica em Berlim e é autora de diversas peças de teatro. Atualmente integra a comissão julgadora do Prêmio de Drama do Teatro de Osnabrück. A peça A Coisa no Mar foi encenada pela primeira vez em Kassel. A primeira montagem no Brasil estreou no dia 18 de julho de 2014, com direção de Jessica Lusia.

Para uma breve biografia da autora, clique AQUI.


Rebekka Kricheldorf



SOBRE O PROGRAMA:

OverDrama é um programa semanal da rádio web Mínima.fm, que aborda notícias e novidades do teatro, cinema, literatura e outras artes. Produzido pelo dramaturgo Diones Camargo e apresentado por ele em parceria com a atriz Sofia Ferreira.

Para acessar a página oficial do programa, clique AQUI.



SOBRE O EVENTO:

O evento OverDrama|turgias Contemporâneas – reflexões sobre o texto teatral surgiu de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Cultura, Coordenação de Artes Cênicas, o Festival de Teatro Porto Alegre em Cena, o Goethe-Institut Porto Alegre, OverDrama e a Rádio Mínima FM.

Para ler um resumo sobre o debate, clique AQUI.


O público acompanhou o evento com tradução simultânea.



sábado, 6 de dezembro de 2014

OverDrama entrevista Nicette Bruno



Daqui a pouco, às 18h, na reprise do OverDrama - Mínima FM dessa semana, uma entrevista exclusiva com a atriz Nicette Bruno, que foi ao estúdio falar sobre sua nova peça "Perdas e Ganhos", dirigida por sua filha, Beth Goulart, que também assina a adaptação. Baseado nos textos da escritora Lya Luft, o solo teve estreia nacional na semana passada no Theatro São Pedro, em Porto Alegre. A seguir, fará temporadas em Curitiba, Campinas e Rio de Janeiro. 

Numa conversa descontraída, Nicette contou aos apresentadores Diones Camargo e Sofia Ferreira sobre alguns momentos importantes de sua carreira no teatro, na TV e no cinema, o trabalho com o diretor polonês Zbigniew Ziembiński na primeira montagem de "Anjo Negro", de Nelson Rodrigues, a morte recente de seu marido, Paulo Goulart, e volta aos palcos como parte importante da superação da perda.

HOJE, às 18h, na Mínima FM.

CLIQUE E OUÇA AQUI: www.minima.fm



quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Sobre a proposição do coletivo de dramaturgos [Temporário 6] no Galpão Cine Horto 2014, em BH



"Porque às vezes as coisas não precisam de respostas, elas precisam de silêncio." 




No último domingo à noite (22/09), em Belo Horizonte, participei de uma ação incrível ao lado dos meus corajosos amigos e colegas dramaturgos que fazem parte do coletivo [ Temporário 6 ] - André Felipe, Diogo Liberano, Gustavo Colombini, Lígia Souza Oliveira e Vinícius Souza: sequestramos o tempo no Cenas Curtas do Galpão Cine Horto – tradicional mostra que tem como regra principal apresentar cenas de até 15 minutos. Inspirados por um infortúnio ocorrido horas antes, nossa intenção foi a de fazer o tempo parar de alguma maneira para que assim conseguíssemos dar conta da avalanche de pensamentos e sensações que havia nos imobilizado parte do dia. Apesar do tipo de sensibilidade e cognição expandidas sempre se instaurar quando estamos juntos, dessa vez tínhamos o compromisso de compartilhar o resultado desse encontro com o público da mostra, coisa que nossas ações anteriores (CEP, as residências artísticas, as escritas de impressões em lugares públicos, etc.) não objetivavam. 

Sob o título de A ESTRUTURA DOS INTERVALOS DE TEMPO ENTRE AS VIRGULAS DO TEXTO QUE EU NUNCA ESCREVI e partindo da premissa de criar um “um acontecimento, um crocodilo, uma estrutura, um imprevisto, um motim, um treco”, cada um de nós se dedicou a fazer/escrever algo para lidar com o medo que se abateu sobre nossas cabeças (e braços e pernas e olhos e bocas e entranhas). E assim, juntos, lutamos para deter – ao menos por um breve instante – a força inexorável de Cronos, cujo apetite bestial devora a tudo e a todos. Nossa tentativa (pois desde o início sabíamos que – numa batalha desproporcional como essa – o máximo que se consegue é tentar) era mostrar que o Tempo, assim como pode ser entendido como realidade objetiva ou como uma divindade cruel, também pode ser entendido como espaço compartilhado, onde impera a abstração e o acordo recíproco. 




E nesse sentido, creio, atingimos o nosso objetivo (leia as críticas publicadas clicando AQUI e AQUI), pois apesar de algumas manifestações contrárias e exaltadas próximo ao final da nossa ação, o que me resta agora é a lembrança de todos nós, os seis dramaturgos e o público, frente a frente, em silêncio, se olhando – silêncio de troca, de reconhecimento mútuo. E, tal como escreveu certa vez Virginia Woolf, “[...] é provável que, quando as pessoas falam alto, os eus (dos quais pode haver mais de dois mil) tenham consciência de sua divisão e procurem se comunicar, mas, quando a comunicação é estabelecida, ficam em silêncio.” 

Obrigado, meus amigos. E obrigado a todos que se fizeram presente naquela noite.


 CEP - primeira ação do coletivo [Temporário 6 ] 

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